"Só queria que alguém me amasse pelo que eu escrevo." – Caio Fernando Abreu
ela
Um sorriso no rosto, um batom no lábio e um óculos escuro pra disfarçar noites em branco chorando e pronto, tudo está muito bem... As pessoas precisam aprender a buscar no interior das outras pra saber se está tudo bem (ou não).
a melancolia
Amigos, cartas, avô, cachorros, vídeos, atitudes...
a desordem
... todas as saudades guardadas dentro de mim, que se manifestam aleatoriamente e quase sempre em horas inoportunas.
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Metamorfose
 De repente o riso deu lugar à um semblante indiferente, nada a emocionava, nem a divertia. Pouco falava, não ligava para o que ninguém pensava. Os amigos perguntavam o que acontecia, e ela respondia sempre a mesma coisa: "Nada". Mas seu olhar não negava que algo a entristecia. Algo que era capaz de tirar sua alegria, sempre tão radiante, tinha que ser sério. Sério até demais. Seu rosto mostrava marcas de lágrimas, e sua voz era fraca, e às vezes nem saia. Já não dizia "eu te amo", já não aguentava ver casais felizes a sua volta. Não queria sair, e a primeira coisa que fazia quando chegava em casa, era se trancar no quarto, chorar ou às vezes escrever. Nunca ninguém leu o que ela confidenciava ao papel, mas todos sabiam que era uma fase ruim. Ao seu lado, sempre havia caneta e papel, mais nada. Até que um dia alguém perguntou a ela do que se tratava, e ela disse que eram nada mais que suas melancolias desordenadas.
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