"Só queria que alguém me amasse pelo que eu escrevo." – Caio Fernando Abreu
ela
Um sorriso no rosto, um batom no lábio e um óculos escuro pra disfarçar noites em branco chorando e pronto, tudo está muito bem... As pessoas precisam aprender a buscar no interior das outras pra saber se está tudo bem (ou não).
a melancolia
Amigos, cartas, avô, cachorros, vídeos, atitudes...
a desordem
... todas as saudades guardadas dentro de mim, que se manifestam aleatoriamente e quase sempre em horas inoportunas.
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pobre menina
 Ela tinha sonhos, planos, objetivos. Não se apaixonava fácil, não se apegava a nada nem ninguém. Tinha muitos amigos, vivia sorrindo, apesar de muitos problemas a assombrarem. Foi quando aquele garoto mexeu mesmo com ela. Ela não queria se entregar, mas ele a convenceu de que tudo daria certo, que ele cuidaria dela sempre. Nos primeiros meses, de fato, eles foram felizes como se nada mais pudesse dar errado. Riam do passado, aproveitavam o presente, e fantasiavam o futuro. Já não existia a menina ou o menino, existiam os dois, juntos, pra sempre. E o tempo se passou, enquanto todos viviam, eles ficavam naquele mundinho, onde mais ninguém podia entrar se não estivesse no script. Ela deixou de lado seus sonhos, para viver o que eles tinham sonhado juntos. Apagou tudo que a remetia ao passado, decidida de viver o agora e o que viria depois. As amizades foram se afastando, até ela só ter o menino, mais ninguém. E então ele, cansado, virou as costas, deixando-a sem nada, nem ninguém. Ela? Fica olhando as fotos até hoje, fantasiando uma possível volta, com um coração partido em suas mãos, que ninguém quer ajudar a consertar. E ele? Anda feliz por aí, desfilando com outra, de quem com certeza tirará o chão, a vida, o amor como fez como nossa pobre menina.
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